sábado, 26 de março de 2011

Pedi pra ele '

Fim de semana alheio.
Escrever sobre o que não se sabe é um tiro no escuro.  Na esmagadora maioria das vezes, dá errado. Todavia, quando se é possível identificar-se com o que não se convive, entender o que não se presencia, por simples afinidade ou apenas músicas deprimentes, talvez, e eu repito, meus caros, talvez algo digno possa ser transcrito.
Assim sendo, JH está twittando e retwittando coisas legais na noite do sábado. Não é dos programas mais prazerosos, muito menos dos mais atrativos do ponto de vista social, mas, por falta de opção ou excesso delas, nada com ficar em casa. Deve haver álcool em algum lugar da casa e, na melhor das hipóteses, um eu lírico pra conversar enquanto bebericam-se fermentados e destilados.
O objetivo não é embriagar-se.  Crê-se que não. Como foi explicado no começo do texto, só suposições restam a quem escreve, já que este sabe apenas o que viu em textículos de 140 caracteres. O que se pode afirmar com toda certeza, como também foi exposto no primeiro parágrafo, é que quase todos os curtos comentários referem-se à música. Se essa é triste ou feliz, não cabe a ninguém julgar. Afinal, assim como JH, quem escreve também tem suas preferências musicais voltadas a canções chorosas de abraços partidos e despedidas lacerantes. Se essa situação se aplica ao jovem, não se pode afirmar. Mas supor sim. Ah, sempre se pode supor. E é assim que se supõe.
Enfim, a pergunta: como mudar a situação? Não é de todo aconselhável que se escutem melodias sofridas em momentos tristes, ao contrário do que acontece quando se está alegre e se executam composições felizes. Uma coisa nada está relacionada à outra.  Nada como uma narrativa musicada que se pareça com o momento vivido para perceber que não se é o único ser vivente com tais pesares.
Mesmo assim, como saber? Não se sabe. Só resta supor. E supor, ah, sempre se pode.
Permitindo-se ser pessoal, quem escreve acha que é só um final de semana em que não ocorreu o planejado, como tantos outros. Por outro lado, se o planejado tivesse ocorrido, não haveriam seis parágrafos sobre o assunto.  Eis a beleza do que não se planeja.

POR : Lucas Cavalcanti
@cavalcantis
www.oestranhomundodelucascavalcanti.blogspot.com

domingo, 20 de março de 2011

NADA de NADA

Quando estou longe de você sinto um vazio imenso. Sinto como se não sentisse mais nada; nada de dor, nada de amor, nada de carinho, nada de fome, nehuma sede... Não sinto meu corpo, não sinto o seu corpo ( era o que eu mais queria ). Não sinto absolutamente nada... nada de nada.
Quero sentir você, sentir tua mão, tua boca tão aveludada que sempre me deixa um gosto de querer bem mais... querer bem mais você!!!

Quero você aqui, agora. IMEDIATAMENTE!

Vem pra mim. Vem pro meu coração.

(♪)
Eu vou guardar o meu amor
Eternamente pra você
Um dia eu sei que vai olhar pra mim
Então enfim vou ser feliz...


quarta-feira, 2 de março de 2011

Solidão ? Que nada.

... e que a solidão só me faça compainha essa noite, e amanhã logo cedinho ela va de fininho embora. Vá e não volte, não olhe para trás, não se despeça e nem deixe um bilhetinho.
Amanhã eu quero amor, quero alegria... quero mais beijo na boca, quero sorvete. Quero dizer bom dia; quero que me digam bom dia, e os que não disserem, não há problema, vou rir deles.
Amanhã eu desejo loucura(s), desejo sol, desejo muito um abraço verdadeiro, um abraço daqueles que seus músculos intercostais comprimem com tanta força usada, mas você acha graça sentir aquela dor. Desejo risos, risos gostosos como quando eramos crianças,; aquelas crianças bobas que ganharam um afago do palhaço.
Amanhã eu quero estar bem, eu quero estar pensando em você.

P.S.: Solidão, você está terminantemente proibida de passar lá em casa outra vez. Desejo-lhe outra compainha.


Por Júnior Henrique.

Saudade dói

Trancar o dedo numa porta dói.
Bater com o queixo no chão dói.
Torcer o tornozelo dói.
Um tapa, um soco, um pontapé, doem.
Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua,
dói cólica, cárie e pedra no rim.
Mas o que mais dói é a saudade.
Saudade de um irmão que mora longe.
Saudade de uma cachoeira da infância.
Saudade de um filho que estuda fora.
Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais.
Saudade do pai que morreu, do amigo imaginário que nunca existiu.
Saudade de uma cidade.
Saudade da gente mesmo, que o tempo não perdoa.
Doem essas saudades todas.
Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama.
Saudade da pele, do cheiro, dos beijos.
Saudade da presença, e até da ausência consentida.
Você podia ficar na sala e ela no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá.
Você podia ir para o dentista e ela para a faculdade, mas sabiam-se onde.
Você podia ficar o dia sem vê-la, ela o dia sem vê-lo, mas sabiam-se amanhã.
Contudo, quando o amor de um acaba, ou torna-se menor,
Ou quando alguém ou algo não deixa que esse amor siga,
Ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.
Saudade é basicamente não saber.
Não saber mais se ela continua fungando num ambiente mais frio.
Não saber se ele continua sem fazer a barba por causa daquela alergia.
Não saber se ela ainda usa aquela saia.
Não saber se ele foi na consulta com o dermatologista como prometeu.
Não saber se ela tem comido bem por causa daquela mania
de estar sempre ocupada;
se ele tem assistido às aulas de inglês,
se aprendeu a entrar na Internet
e encontrar a página do Diário Oficial;
se ela aprendeu a estacionar entre dois carros;
se ele continua preferindo Malzebier;
se ela continua preferindo suco;
se ele continua sorrindo com aqueles olhinhos apertados;
se ela continua dançando daquele jeitinho enlouquecedor;
se ele continua cantando tão bem;
se ela continua detestando o MC Donald's;
se ele continua amando;
se ela continua a chorar até nas comédias.
Saudade é não saber mesmo!
Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos;
não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento;
não saber como frear as lágrimas diante de uma música;
não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.
Saudade é não querer saber se ela está com outro, e ao mesmo tempo querer.
É não saber se ele está feliz, e ao mesmo tempo perguntar a todos os amigos por isso...
É não querer saber se ele está mais magro, se ela está mais bela.
Saudade é nunca mais saber de quem se ama, e ainda assim doer;
Saudade é isso que senti enquanto estive escrevendo e o que você,
provavelmente, está sentindo agora depois que acabou de ler...

                                                                                                 Texto de Miguel Falabela



; e é puro feito a água. Vem do coração. :/