Fim de semana alheio.
Escrever sobre o que não se sabe é um tiro no escuro. Na esmagadora maioria das vezes, dá errado. Todavia, quando se é possível identificar-se com o que não se convive, entender o que não se presencia, por simples afinidade ou apenas músicas deprimentes, talvez, e eu repito, meus caros, talvez algo digno possa ser transcrito.
Assim sendo, JH está twittando e retwittando coisas legais na noite do sábado. Não é dos programas mais prazerosos, muito menos dos mais atrativos do ponto de vista social, mas, por falta de opção ou excesso delas, nada com ficar em casa. Deve haver álcool em algum lugar da casa e, na melhor das hipóteses, um eu lírico pra conversar enquanto bebericam-se fermentados e destilados.
O objetivo não é embriagar-se. Crê-se que não. Como foi explicado no começo do texto, só suposições restam a quem escreve, já que este sabe apenas o que viu em textículos de 140 caracteres. O que se pode afirmar com toda certeza, como também foi exposto no primeiro parágrafo, é que quase todos os curtos comentários referem-se à música. Se essa é triste ou feliz, não cabe a ninguém julgar. Afinal, assim como JH, quem escreve também tem suas preferências musicais voltadas a canções chorosas de abraços partidos e despedidas lacerantes. Se essa situação se aplica ao jovem, não se pode afirmar. Mas supor sim. Ah, sempre se pode supor. E é assim que se supõe.
Enfim, a pergunta: como mudar a situação? Não é de todo aconselhável que se escutem melodias sofridas em momentos tristes, ao contrário do que acontece quando se está alegre e se executam composições felizes. Uma coisa nada está relacionada à outra. Nada como uma narrativa musicada que se pareça com o momento vivido para perceber que não se é o único ser vivente com tais pesares.
Mesmo assim, como saber? Não se sabe. Só resta supor. E supor, ah, sempre se pode.
Permitindo-se ser pessoal, quem escreve acha que é só um final de semana em que não ocorreu o planejado, como tantos outros. Por outro lado, se o planejado tivesse ocorrido, não haveriam seis parágrafos sobre o assunto. Eis a beleza do que não se planeja.
POR : Lucas Cavalcanti
@cavalcantis
www.oestranhomundodelucascavalcanti.blogspot.com
Nenhum comentário:
Postar um comentário