Diversas opiniões sobre o fim do mundo, sinceramente, acho todas válidas. Nós, seres humanos, nos alimentamos de fé, crenças e mitos. Mas, por qual motivo, não levamos em conta e não nos preocupamos, também, com problemas tão mais reais, visíveis?
Tornou-se trivial esbarrar com um mendigo nas ruas, com crianças, descalças e famintas, pedindo 'cinquenta centavos'. É uma situação tão comum que, infelizmente, enxergamos com olhos de naturalidade, quando não ignoramos. É aceitar que essas pessoas já façam parte de um cenário fixo na sociedade, seja ele em uma praça, porta de bancos ou lojas.
Amigos de longas datas, que dividiram emoções, risos e choros, tornam-se inimigos mortais, por conta de conversinhas, inveja ou simplesmente por serem humanos, falhos e incapazes de enxergar no outro, um crescimento merecido, mais acertos do que erros.
Pois é gente, o mundo acaba todos os dias, com essas pequenas coisas, que são gigantes. Devemos nos preocupar com o que já vêm acontecendo e não com o que, supostamente, acontecerá. Que em 2013, possamos sentir a necessidade de sermos mais humanos, menos egoístas, mais companheiros, menos rancorosos, mais compreensivos, menos idiotas.
Texto de Johnston Albuquerque.

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